Racius - Informação Empresarial

Num mercado cada vez mais competitivo, a informação sobre as empresas e os seus gestores torna-se indispensável para aqueles que querem permanecer na linha da frente, ou que querem simplesmente assegurar a sanidade e a legitimidade das empresas com que se relacionam.
Nesse sentido, nos últimos meses estivemos a desenvolver um novo projecto, o Racius, que pretende disponibilizar um sistema centralizado, recolhendo, organizando e sistematizando dados relevantes das empresas portuguesas, originalmente dispersos e de difícil acesso.
O arranque foi feito esta semana e contamos já com cerca de 5.000.000 de registos, entre empresas, gestores, sócios e accionistas, além de marcas e actos societários. As actualizações serão diárias e quase em tempo real.
Por isso, não deixem de visitar este nosso novo projecto, o Racius :)
No decurso do desenvolvimento do Racius, um projecto da Nex que estamos prestes a lançar, tomamos consciência de que faltava um serviço simples e rápido para a validação de números de contribuinte.
Assim, lançamos há dias este pequeno site onde é possível validar um NIF de uma empresa ou gestor, pesquisando por nif ou por nome :)
Pingo Doce

O debate sobre a alteração da sede social da Jerónimo Martins tem produzido afirmações completamente erradas, absurdas e levianas.
Não é verdade que a sede do Pingo Doce vá para a Holanda.
Não é verdade que a Jerónimo Martins vá pagar menos impostos.
Não é verdade que a família que a detém vá deixar de pagar impostos em Portugal.
A empresa continua a operar em Portugal e continuará a pagar IRC. A diferença é que a holding, agora transferida para a Holanda, vai deixar de pagar a totalidade dos 25% em Portugal, uma vez que desses, 10% serão agora pagos na Holanda.
Dirão alguns: “Mas então, se paga os mesmos impostos, porque decidiu “trair” o país e “entregar” 10% à Holanda?”
A explicação é fácil…
1 - Não há fiscalista neste país que consiga acompanhar a instabilidade da legislação fiscal em Portugal. É preciso que as regras sejam regras durante algum tempo. Não faz sentido alterá-las a cada ano que passa! As empresas “fogem” porque o nosso sistema fiscal é absurdamente confuso e instável.
2 - O regime fiscal existente não salvaguarda os casos de dupla tributação em países fora da UE e dos Palops. Quer isto dizer que uma empresa que queira investir na Colombia, como é o caso da Jerónimo Martins, verá os seus rendimentos operacionais tributados duas vezes - uma na Colombia, outra em Portugal! O mesmo não acontece na Holanda, onde já tiveram o discernimento de colmatar essa injustiça absurda.
3 - Os bancos nacionais não têm neste momento capacidade financeira para garantir o financiamento de empresas com a dimensão da Jerónimo Martins. E, se é verdade que a empresa pode tentar recorrer ao crédito em bancos estrangeiros, não o é menos que o nome “Portugal” está actualmente associado a “crise”, e poucos serão os bancos disponíveis para emprestar o que quer que seja a uma empresa portuguesa.
Assim sendo, querendo a Jerónimo Martins continuar a crescer e a investir cá dentro, ao mesmo tempo que evolui e expande, ainda mais, os seus horizontes lá fora, é natural que opte por seguir o caminho financeiro/económico mais viável e justo.
O que falta em Portugal são força e vontade políticas para criar uma harmonização fiscal no sistema financeiro nacional.
O que falta em Portugal é mais bom senso nos “velhos do restelo”, menos precipitações e atropelamentos, cujo único objectivo é o maldizer gratuito, populista e inconsequente.
As pessoas insurgem-se por tudo e por nada, contra tudo e contra todos, à mínima faísca social e, sem clareza ou racionalidade, disparam em todas as direcções só porque sim, só porque lhes apetece.
Estamos em crise, é verdade, mas isso não deve ser desculpa para passarmos os dias a disparatar.
Brasilão
O Brasilão é um Diretório de Empresas, CEP e Ruas do Brasil. Na última semana foi lançada a nova versão e esperam-se mais novidades em breve.
O vizinho
Imaginem que têm um vizinho que vos incomoda… não deve ser difícil :)
Imaginem ainda que esse indivíduo fez com que tivessem um problema de saúde que vos obrigou a faltar ao emprego durante várias semanas… Como se isso não bastasse, tiveram de ficar em casa durante esse período a aturar os berros e as parvoíces do vizinho… - nível 1 de transtorno
Podiam sempre mudar de casa…
Ainda por cima sempre foi feio, horrível mesmo… faz lembrar a retaguarda de um rinoceronte! É só olhar para ele e quase vomitam… Tudo nele vos faz recordar coisas tristes e ficar com desejos suicidas, e isto desde o primeiro instante em que o conheceram… - nível 2 de transtorno
Podiam sempre mudar de casa…
O palhaço a dada altura até começou a roubá-los e a estuporar as vossas coisas! E por conseguinte, tiveram que começar a gastar mais euros todos os meses para repor o que ele levava e o que ele estragava… - nível 3 de transtorno
Podiam sempre mudar de casa…
Dias houve em que o sacana esperava à entrada de vossa casa com um balde de água gelada e o despejava na vossa direcção sem pré-aviso! - nível 4 de transtorno
Se ainda não tinham pensado em mudar de casa, começaram agora a fazê-lo…
No entanto, existe uma solução mais simples! E que tal se matarmos o vizinho?! Se o fizermos de forma discreta e inteligente, até é capaz de resultar muito bem. E se o novo vizinho que vier ocupar o seu lugar também for um incómodo, acabámos com ele também… mais homicídio, menos homicídio… simples, cómodo e eficaz…
Nah… Não pode ser…
A verdade é que é impensável matarmos o vizinho, por muita vontade que tivéssemos… Não seria uma resposta adequada às provocações e aos danos que nos causou…
Então, das duas uma, ou recorremos aos tribunais, ou mudamos de casa e esquecemos o assunto… Evitamos um homicídio e continuamos com a nossa vida!
Agora…
Iimaginem que o vizinho é afinal uma gravidez indesejada…
Essa gravidez fez com que ficassem várias semanas em casa, tivessem vontade de vomitar sempre que olhavam para a criança por não a desejarem, tivessem que aturar os seus berros ensurdecedores, gastassem muito mais dinheiro todos os meses ao ponto de não poderem ir ao cinema, fossem surpreendidos a todo o momento por cenas que dispensavam…
Pois é… Decidam lá então se é melhor entregar o rebento para adopção, antes de qualquer um dos níveis de transtorno, ou recorrer ao aborto por ser mais fácil e cómodo.
Zézito e Pedrito
Quem me conhece, sabe que nunca fui muito chegado à política. Aliás, embora não veja a abstenção como forma activa de luta, também não vejo o voto como algo muito significativo. Para mim, o voto num governo nunca foi mais do que a expressão da preferência pessoal quanto à cor do logótipo daqueles que orientam o nosso país.
Na verdade, achei sempre o meu voto completamente irrelevante e inconsequente, porquanto o resultado daí obtido seria sempre um governo PS ou PSD, facções em tudo semelhantes e, direi até, com propósitos socialmente aceitáveis e economicamente viáveis.
Um governo é formado por um grupo de profissionais, mais ou menos competentes, com mais ou menos habilidade técnica, com mais ou menos vontade de trabalhar… A meu ver, a cor da camisola que vestem nunca foi importante ou determinante, desde que se pautassem por princípios democráticos e de justiça social.
Assim, optei na maioria das vezes pela abstenção, não para marcar uma posição, nem para protestar contra o que quer que fosse, mas antes por puro comodismo e alguma resignação quanto ao caminho, mais ou menos agradável, que o nosso país teria que seguir.
É nesta altura que grande parte do eleitorado me cai em cima, reclamando falta de patriotismo, de consciência política e de mais um sem fim de coisas… Com razão, talvez… A verdade é que o dever cívico que os compele ao voto é mais um sentimento do que propriamente um raciocínio lógico, mas ainda assim admito que tenham razão, independentemente da utilidade real do voto… (isto deve ser uma figura de estilo, tipo: afirma, nega, afirma, nega… hummm, a ver…)
À margem desta dicotomia existencial que me assombra, e enquanto assisto ao debate político do ano entre o Zézito e o Pedrito, tomo consciência do quão revoltado estou com a classe política que temos! Parecem duas crianças a agredirem-se verbalmente, a defenderem-se usando argumentos absurdos e infantis, a apontarem o dedo um ao outro, a discutirem semântica, a fazerem a cronologia de eventos passados… Enfim, a falarem de tudo o que não interessa e a esquecerem aquilo que todos queremos saber: como é que vamos sair desta situação fecal em que nos encontramos?!?!
A angústia é tanta que, ironia das ironias, me sinto com vontade de me manifestar! E isto acontece, mesmo sabendo que se o tivesse feito de forma activa nos actos eleitorais passados, estaria tudo exactamente como está… Enfim, o problema agora é encontrar uma forma válida para o fazer… As hipóteses que tenho não são muitas: a abstenção, o voto em branco, o voto num partido “diferente”…
Ora, como já disse, a abstenção e mesmo o voto em branco não são para mim formas válidas de luta ou de contestação; são simplesmente actos resignados e comodistas com os quais defini a minha participação política nos últimos anos.
Resta a possibilidade de votar num partido que se distancie da demagogia e das politiquices dos “grandes”. É importante salientar aqui que não basta não ser “grande”, passe a dupla negação… Vejam-se os exemplos do Bloco de Esquerda e da CDU, cuja sanidade política e mental há muito se foi, e onde imperam os disparates e as políticas do faz-de-conta!
Ando então à procura de uma força política marginal que, pelo menos, me deixe de consciência tranquila, logo que exerça o meu direito/dever de voto… Alguns acorrerão gritando CDS, CDS! Se é certo que se tem portado com alguma dignidade, não consigo porém dissociá-lo da imagem que tenho na cabeça dum governo PSD/CDS…
O pormenor mais triste disto tudo é que, encontre ou não esse partido que procuro, vote ou não nesse ou num dos grandes, escreva ou não posts despropositados como este… o mais triste, dizia, é que vai ficar tudo na mesma e o futuro do país vai depender, tão só e apenas, da competência e da vontade dos homens que o palhaço vencedor, Zézito ou Pedrito, escolher para formar governo, de forma mais ou menos aleatória, com maior ou menor sorte…
Tudo na mesma… com ou sem abstenção…
Tudo na mesma… com ou sem manifestação…
Hello World
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